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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Como se recuperar de uma fratura mais rápido.

Para se recuperar de uma fratura mais rápido é aconselhado seguir alguns conselhos práticos como:
  • Permanecer engessado pelo tempo recomendado pelo médico, evitando fazer esforços, no entanto, não é recomendado o repouso absoluto.
  • Aumentar o consumo de alimentos ricos em cálcio porque isto favorece a cicatrização óssea. Alguns exemplos: leite, derivados do leite, abacate e brócolis. Mais exemplos em:Alimentos ricos em cálcio.
  • Aumentar o consumo de alimentos ricos em vitamina C como por exemplo: laranja, limão, acerola e abacaxi porque eles atuam na regeneração de todos os tecidos. Veja mais em: Alimentos ricos em vitamina C.
  • Tomar um suplemento de colágeno hidrolisado, com o conhecimento médico. Este suplemento garante a formação mais rápida dos tecidos cartilaginosos, sendo especialmente indicado para as fraturas próximas das articulações ou que envolvam articulações. 
  • Investir nos alimentos com propriedades anti-inflamatórias como alho, cebola, atum e salmão. Veja outros: Alimentos anti-inflamatórios.
  • Nas fraturas expostas: Evitar alimentos doces, pois quanto mais açúcar no sangue, pior a cicatrização da pele.
Alimentos ricos em vitamina C e cálcio
Alimentos anti-inflamatórios
Estes alimentos são importantes para garantir a perfeita consolidação óssea e a regeneração dos tecidos lesionados e quando são consumidos diariamente podem ajudar o indivíduo a se recuperar mais rapidamente de uma fratura.

Como recuperar os movimentos e a força muscular depois de uma fratura

Para recuperar os movimentos e a força muscular depois de uma fratura é aconselhado fazer fisioterapia. A articulação imobilizada tende a ficar muito rígida e para recuperar o seu movimento aconselha-se a realização de exercícios de mobilização articular e os exercícios de fortalecimento são indispensáveis para que o indivíduo recupere-se completamente.
Pode ser útil:
  • Colocar a parte afetada numa bacia com água morna e realizar alguns exercícios ainda dentro da água pode ajudar, pois a água morna irá diminuir a sensação de dor e os movimentos serão mais facilmente realizados.
  • Ficar mexendo os dedos várias vezes ao dia quando o braço, mão ou perna estiverem imobilizados;
  • Descansar com o membro engessado numa posição mais alta, porque isto evita o inchaço, acelerando a recuperação.
Mover os dedos enquanto estiver imobilizado
Descansar com o membro elevado
Em relação a recuperação completa da fratura é importante  ter expectativas reais e avançar devagar. Raramente um indivíduo que esteve engessado por mais de 30 dias irá conseguir realizar todos os movimentos que a articulação permitia em menos de 4 ou 5 dias. No entanto com o passar do tempo os movimentos poderão voltar ao normal.

Tempo de recuperação da fratura

O tempo de recuperação total de uma fratura pode ser 20 dias a 6 meses ou mais, dependendo da idade e capacidade de recuperação do indivíduo.
Geralmente as crianças recuperam-se de uma fratura em menos de 2 meses e idosos e podem levar até 1 ano para se recuperar completamente, especialmente quando se trata de uma fratura no fêmur, por exemplo, mas ao seguir as recomendações acima este tempo pode diminuir consideravelmente.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O que é osteocondroma?

  • Introdução
    Exostose Osteocartilaginosa Solitária
  • Biologia Tumoral
    Tumor Benigno latente, sendo também do tumor ósseo benigno mais comum 40% de todos os tumores benignos  
  • Idade
    De 10 a 35 anos  
  • Sexo
    M:F = 2:1
  • Síndromes Associadas
    Osteocondromatose familiar, (Aclasia Diafisária)
  • Apresentação
    Geralmente sem massa dolorosa.
    A lesão pode ser sintomática se está relacionada com os nervos, vasos, estruturas músculo-tendinosas, ossos: fratura deste. Associado com formação de bursa, e transformação para tumor maligno em menos de 1%.
    O crescimento da lesão cessa com a maturidade esquelética.
    Em 1% dos casos as massas podem começar a crescer rapidamente e tornar se dolorosas, principalmente após o fechamento da placa de crescimento do osso, e são mais comuns ao redor do joelho e do ombro.
    Sinais físicos:
    Geralmente assintomáticos, e é uma massa fixa ao tecido ósseo, não doloroso. E sempre checar a presença de outras lesões no esqueleto por raio-x ou exame físico palpando
  • Radiografia
    Local: mais comumente encontrado na região do ombro, joelho e quadril, próximos as articulações.
    Localizados em torno da cortical são classificados como lesões parosteais. Normalmente a lesão cresce perpendicular ao córtex e ao redor da cartilagem de crescimento, a superfície e a cavidade medular fazem continuação com a interlinha do osso.
    Tamanho:
    Podem ser pequenas ou grandes, são divididas em dois tipos com forme a implantação no osso: lesões cesseis crescem a superfície do osso, isto é tem uma base larga , e as pediculadas tem a implantação de base estreita e crescem podendo ter uma longa extensão além do osso, como uma árvore brotando do chão.
    Efeito do Tumor no Osso:
    Geralmente há alargamento do osso devido o crescimento da base do tumor.
    Resposta Óssea:
    Segue com alargamento do osso devido o crescimento do osteocondroma que faz crescer a base da sua implantação.
    Matriz:
    Em lesões iniciais ou novas a superfície do tumor não é vista ao raio-X, o tumor que esta na periferia da lesão é ossificada por um processo de ossificação encondral, daí a matriz cartilaginosa ( área do tumor), pode ser vista com o envelhecimento do paciente e conseqüente amadurecimento ósseo.
    Córtex:
    A base do osteocondroma e contígua com o córtex do osso
  • Massa Partes Moles
    Normalmente não tem. Com o envelhecimento do paciente a parte cartilaginosa é ossificada, e se apresentar massa nesta região considerar transformação maligna. Pode haver uma formação de uma capa fibrosa preenchida de liquido denomina de bursa do osteocondroma, esta não deve ser confundida com transformação maligna, porque a transformação maligna só acontece na superfície da cartilagem.
  • Cintilografia
    Enquanto está remodelando tem captação, hipercaptação após o fechamento da epífise sugere trauma ou transformação maligna.
    Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética:
    Ressonância Magnética é usada para a evolução das lesões sintomáticas, e determinar a espessura da camada cartilaginea em uma possível transformação maligna (degeneração sarcomatosa), e também identificar possíveis complicações como a formação de bursa, fratura, e "impingement" neurovascular, e quando o diagnóstico é duvidoso Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética podem identificar a contigüidade da medular.
  • Diagnóstico Diferencial
    Miosite ossificante justacortical,
    Condroma periostal,
    Osteossarcoma parostal,
    Osteossarcoma de partes moles,
    Condrossarcoma secundário.
  • Patologia
    Corte: cartilagem exofítica com o tamanho geralmente em torno de 2,0 mm, microscopia, células cartilaginosas maduras dentro da matriz cartilaginosa sem células atípicas a medular óssea contendo adipócito e medula hematopoiética.
  • Diagnóstico e Tratamento
    A radiografia convencional é adequada para o diagnóstico, e biopsia geralmente não é necessário.
    A história natural é que o seu crescimento do osteocondroma estaciona com a parada do crescimento esquelético.
    Regras para o Tratamento:
    Assintomáticas - não necessitam de tratamento.
    Ressecar se esta for dolorosa ou está localizada em área de comprometimento neuro vascular (região poplítea - atrás do joelho, axilar), ou com alteração da superfície da cartilagem do osteocondroma, crescimento.
    A dor é uma indicação aceitável em pacientes com potencial de crescimento, mas pode levar a deformidade se lesar a superfície da placa de crescimento e podem também recidivar localmente.
  • Complicações
    A transformação maligna pode ocorrer geralmente para condrossarcoma de baixo grau de malignidade, graus I e II, isso pode ocorrer em menos de 1% dos casos, o risco é maior em lesões múltiplas. E tem maior risco em lesões proximais que lesões distais do esqueleto. Também podem complicar com bursite, fratura e comprometimento neurovascular.
    A ressecção de osteocondroma na tíbia próximo ao joelho, na parte interna pode evoluir com valgo, entortar a perna para fora, a observação periódica é necessária caso não corrija espontaneamente com o crescimento residual do esqueleto, cirurgia para corrigir o defeito poderá ser necessária

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Hérnia de Disco - O que é, Causas, Sintomas e Tratamento

O que é Hérnia de disco?

A coluna vertebral é composta por vértebras, em cujo interior existe um canal por onde passa a medula espinhal ou nervosa. Entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares, estão os discos intervertebrais, estruturas em forma de anel, constituídas por tecido cartilaginoso e elástico cuja função é evitar o atrito entre uma vértebra e outra e amortecer o impacto.
Hérnia de Disco / Tratamento/ Sintomas/ O que é / Coluna Vertebral
Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo e o uso repetitivo, o que facilita a formação de hérnias de disco, ou seja, a extrusão de massa discal que se projeta para o canal medular através de uma ruptura da parede do anel fibroso. O problema é mais freqüente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga.

A hérnia de disco é geralmente precedida por um ou mais ataques de dor lombar.
Rupturas irradiando-se patoanatomicamente são conhecidas por ocorrer na parte posterior do anel, indo em direção a áreas nas quais as terminações nervosas descobertas estão localizadas.
(Nachemson AL,1976)
Tipos de Hérnia de Disco
Protrusas: quando a base de implantação sobre o disco de origem é mais larga que qualquer outro diâmetro.
Hérnia de disco / tipos / tratamento
Extrusas: quando a base de implantação sobre o disco de origem é menor que algum dos seus outros diâmetros ou quando houver perda no contato do fragmento com o disco.
Seqüestradas: quando um fragmento migra dentro do canal, para cima, para baixo ou para o interior do forâmen.

Sintomas
Os sintomas mais comuns são: Parestesias (formigamento) com ou sem dor na coluna, geralmente com irradiação para membros inferiores ou superiores, podendo também afetar somente as extremidade (pés ou mãos). Esses sintomas podem variar dependendo do local da acometido.
Quando a hérnia está localizada no nível da cervical, pode haver dor no pescoço, ombros, na escápula, braços ou no tórax, associada a uma diminuição da sensibilidade ou de fraqueza no braço ou nos dedos.
Na região torácica elas são mais raras devido a pouca mobilidade dessa região da coluna mais quando ocorrem os sintomas tendem a ser inespecíficos, incomodando durante muito tempo. Pode haver dor na parte superior ou inferior das costas, dor abdominal ou dor nas pernas, associada à fraqueza e diminuição da sensibilidade em uma ou ambas as pernas.
A maioria das pessoas com uma hérnia de disco lombar relatam uma dor forte atrás da perna e segue irradiando por todo o trajeto do nervo ciático. Além disso, pode ocorrer diminuição da sensibilidade, formigamento ou fraqueza muscular nas nádegas ou na perna do mesmo lado da dor.
Causas da Hérnia de Disco
Fatores genéticos têm um papel muito mais forte na degeneração do disco do que se suspeitava anteriormente. Um estudo de 115 pares de gêmeos idênticos mostrou a herança genética como responsável por 50 a 60% das alterações do disco.(backLetter 1995).
Sofrer exposição à vibração por longo prazo combinada com levantamento de peso, ter como profissão dirigir realizar freqüentes levantamentos são os maiores fatores de risco pra lesão da coluna lombar. Cargas compressivas repetitivas colocam a coluna em uma condição pior para sustentar cargas mais altas aplicadas diretamente após a exposição à vibração por longo período de tempo, tal como dirigir diversas horas. (Magnusson ML, Pope ML, Wilder DG, 1996.)
Entre fatores ocupacionais associados a um risco aumentado de dor lombar estão:
  • Trabalho físico pesado
  • Postura de trabalho estática
  • Inclinar e girar o tronco freqüentemente
  • Levantar, empurrar e puxar
  • Trabalho repetitivo
  • Vibrações
  • Psicológicos e psicossociais (Adersson GBJ,1992)
Diagnóstico e exame
O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como Raio-X, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada.
Tratamento
RMA (Reconstrução Músculo Articular) da Coluna Vertebral
O que é?
Novo conceito em reabilitação de problemas degenerativos da coluna vertebral que surgiu da união de técnicas descompressivas da coluna, terapias manuais, estabilização vertebral e das demais articulações do corpo.
Indicação:
Esse conceito é indicado para os principais problemas degenerativos da coluna vertebral como protrusões discais, hérnias de disco, lombalgias, cervicalgias e artroses da coluna.

Tratamento:
RMA-4Primeiramente você é submetido à uma avaliação cinética-funcional pelo fisioterapeuta. A partir da sua história clínica e física, classifica-se o seu caso em grupos que determinam as condutas prioritárias. O tratamento tem como fundamentação agir na causa da sua dor, que é a compressão nervosa pela degeneração do disco intervertebral. Conseguimos boas respostas em reidratação do mesmo pela tração computadorizada e pela flexo-descompressão (macas especiais). Associado à isso, também utilizamos várias outras técnicas e condutas de manipulação vertebral e terapias manuais no intuito de melhorar a mobilidade da coluna. Você será assistido também no processo de Estabilização Vertebral, que consiste em exercícios de ativação e fortalecimento da musculatura interna da coluna (postural).
Saiba Mais sobre as etapas do tratamento de Recontrução Músculo Articular (RMA)
Duração:
O tratamento consiste de 26 sessões, sendo distribuídas em 3 (três) sessões semanais, totalizando um período de 2 meses e meio a três meses de tratamento. É dividido em 4 etapas, onde de acordo com cada caso, no segundo mês de tratamento, você já é praticamente direcionado para a realização de exercícios mais dinâmicos e fortalecimento muscular global, mas sempre associados à estabilização vertebral.
Benefícios:
Os resultados são satisfatórios em 87% dos casos como tratamento não-cirúrgico da coluna vertebral. Dentre eles, destacamos a redução da dor, melhora da mobilidade da coluna como um todo, aprimoramento da consciência postural e corporal, ganho de força muscular, condicionamento cardiopulmonar e melhora nas atividades de vida diária.
FONTE: http://www.fisioterapiagoiania.com.br/
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